
Qual o Melhor Garmin para Corrida em 2026
O melhor Garmin para corrida hoje é o Forerunner 165. Ele sai por R$ 2.599 na loja oficial (a partir de R$ 1.999 em revenda), entrega 19 horas de GPS, tela AMOLED de 1,2 polegada e altímetro barométrico, e nenhum outro modelo da linha devolve tanto por real no preço praticado no Brasil.
A lista completa:
- Garmin Forerunner 165: melhor Garmin para corrida no geral e melhor custo-benefício
- Garmin Forerunner 265: melhor para quem treina meia maratona ou maratona com planilha
- Garmin Forerunner 55: melhor opção barata, enquanto durar o estoque
- Garmin Forerunner 170: melhor da geração 2026, para quem vai segurar o relógio por anos
- Garmin Forerunner 965: melhor para prova longa, ultra e trilha
Como a lista foi montada: parti dos oito modelos da linha Forerunner vendidos no Brasil hoje, cruzei a ficha técnica oficial da Garmin com preço de loja consultado em setembro de 2026 e com reclamações registradas por corredores brasileiros. Restaram cinco. O critério de corte foi um só: quanto o relógio entrega pelo preço que ele custa aqui, e não pelo preço de tabela americano.
Não usamos esses relógios em treino para escrever este guia. As informações vêm das especificações e dos comunicados oficiais da Garmin, da central de suporte da marca e de relatos de usuários no fórum oficial, e os preços foram checados em lojas brasileiras em setembro de 2026.
Guarde um dado antes de descer a página. O modelo mais novo da linha, lançado em maio de 2026, é o pior negócio da lista no Brasil. A conta aparece no review dele e na seção de como escolher.
1. Garmin Forerunner 165: melhor Garmin para corrida no geral

O Forerunner 165 faz quase tudo o que o Forerunner 265 faz e custa bem menos: R$ 2.599 contra R$ 4.499 na loja oficial (a versão Music do 265). Para quem treina de três a cinco vezes por semana e corre provas de 5 km a 42 km, ele resolve o problema inteiro.
A tela AMOLED de 390 x 390 pixels lê no sol das sete da manhã sem você virar o pulso. Os 39 gramas somem no braço depois do primeiro quilômetro, e a caixa de 43 mm serve em pulso de 126 a 203 mm, o que cobre praticamente qualquer corredor adulto.
O número que importa é a bateria: 19 horas no modo GNSS só GPS. Uma maratona em 4h30 consome menos de um quarto disso. Você faz uma semana inteira de treino, incluindo o longão de domingo, e ainda chega no fim sem procurar tomada.
Ele tem altímetro barométrico, que o Forerunner 55 e o Forerunner 70 não têm. Isso significa desnível medido por pressão, não estimado pelo GPS. Se você treina em bairro de ladeira ou corre trilha leve, a diferença aparece no relatório da semana.
Onde ele decepciona: o GPS é de banda única. Em avenida com prédio alto dos dois lados, ou embaixo de viaduto, o traçado desliza e o pace instantâneo oscila. Se você usa o pace da tela para segurar ritmo em tiro curto, vai ver número pulando.
Prós
- 19 horas de GPS, folga de mais de três vezes para uma maratona de 4h30
- 39 g e caixa de 43 mm, confortável em treino de duas horas
- Altímetro barométrico, ausente nos modelos de entrada
- Tela AMOLED 390 x 390 com modo sempre ligado
- Garmin Pay nas duas versões
- Versão Music com 4 GB, o suficiente para largar o celular em casa
Contras
- GPS de banda única. Em corredor urbano com prédio alto e viaduto, o traçado escorrega e o pace instantâneo fica nervoso
- Sem Training Readiness. Você recebe Body Battery e status de VFC, mas não a nota de prontidão que o 265 calcula antes do treino
- Sem perfil multiesporte com transição automática. Triatleta aperta botão na mão em T1 e T2
- A atualização de firmware 27.09, de janeiro de 2026, derrubou a leitura de frequência cardíaca em parte dos aparelhos, com reinício durante o treino e atraso no start e no pause
Especificações
| Item | Forerunner 165 |
|---|---|
| Tela | AMOLED 1,2" (30,4 mm), 390 x 390, touch + 5 botões |
| Peso | 39 g |
| Caixa | 43 x 43 x 11,6 mm |
| Bateria | 11 dias smartwatch / 19 h GPS / 17 h All-Systems |
| GNSS | Banda única (GPS, GLONASS, Galileo) |
| Água | 5 ATM |
| Memória | 4 GB (versão Music) |
| Preço | R$ 2.599 na loja oficial, a partir de R$ 1.999 em revenda (setembro de 2026) |
Recomendado para quem treina de três a cinco vezes por semana, corre de 5 km a 42 km e quer gastar o mínimo sem abrir mão de dado confiável.
Evite se você faz triatlo, corre trilha desconhecida que exige mapa, ou treina em região de prédio alto onde o traçado precisa fechar certo.
É o modelo que resolve para nove em cada dez corredores que perguntam qual relógio comprar.
2. Garmin Forerunner 265: melhor para meia maratona e maratona

O Forerunner 265 é o degrau onde o GPS para de errar. Multibanda com SatIQ, transição automática de triatlo e 8 GB de música por R$ 4.499 na loja oficial (a partir de R$ 2.749 em revenda).
A tela de 1,3 polegada com 416 x 416 pixels muda a leitura de relance. Você olha o pulso no meio do tiro e enxerga três campos de dado sem apertar os olhos. O Gorilla Glass 3 aguenta esbarrão em batente de porta, coisa que vidro comum não perdoa.
O que justifica o preço é o multibanda com SatIQ. O relógio decide sozinho quando ligar a segunda frequência, o que fecha o traçado em avenida fechada e economiza bateria em parque aberto. Se você corre no centro de uma capital, esse é o item que vai te fazer confiar na distância registrada.
O Training Readiness lê sono, variabilidade cardíaca e carga recente e devolve uma nota antes de você sair de casa. Serve para decidir se o treino intervalado de terça acontece ou vira rodagem leve. Junto com PacePro e a estimativa de VO2 máx, forma o pacote que sustenta uma planilha de maratona por seis meses.
Onde ele decepciona: a bateria despenca quando você liga tudo. Multibanda mais música dá 6 horas. Quem faz ultra de 8 horas ouvindo playlist fica sem relógio antes da chegada.
Prós
- GPS multibanda com SatIQ, o mais preciso da lista abaixo de R$ 2.600
- Training Readiness, PacePro e Race Predictor
- Perfis de triatlo, duatlo, brick e swimrun com transição automática
- 8 GB de música offline
- 13 dias em modo smartwatch, 20 horas em GPS puro
Contras
- Com multibanda e música ligados juntos, sobram 6 horas de bateria. Ultramaratonista fica na mão
- 47 g e caixa de 46 mm. Em pulso de 15 cm o relógio gira, e sensor que gira perde contato com a pele
- Sem mapa colorido. Você vê o rastro da sua rota na tela, não o mapa de fundo
- Preço instável. O mesmo modelo já apareceu por R$ 2.500 e por R$ 3.200 na mesma loja em meses diferentes
Especificações
| Item | Forerunner 265 |
|---|---|
| Tela | AMOLED 1,3" (32,5 mm), 416 x 416, Gorilla Glass 3 |
| Peso | 47 g |
| Caixa | 46,1 x 46,1 x 12,9 mm |
| Bateria | 13 dias smartwatch / 20 h GPS / 14 h multibanda / 6 h multibanda + música |
| GNSS | Multibanda com SatIQ |
| Água | 5 ATM |
| Memória | 8 GB |
| Preço | R$ 4.499 na loja oficial (versão Music), a partir de R$ 2.749 em revenda (setembro de 2026) |
Recomendado para quem já tem planilha, corre meia ou maratona atrás de RP e treina em cidade grande onde o GPS de banda única erra.
Evite se seu pulso é fino, seu orçamento aperta em R$ 1.600, ou você corre só 5 km três vezes por semana no parque.
Quem sai do 165 para o 265 está pagando por multibanda e triatlo. Se você não usa nenhum dos dois, o dinheiro fica melhor no bolso.
3. Garmin Forerunner 55: melhor opção barata

O Forerunner 55 é o Garmin mais barato que ainda serve para treinar de verdade. Sai a partir de R$ 1.179 em revenda (R$ 1.899 na loja oficial), e como saiu de linha em maio de 2026, virou compra de oportunidade.
A tela é MIP transflectiva de 208 x 208 pixels. Ela parece pobre ao lado de um AMOLED na vitrine, e vira vantagem no meio-dia de fevereiro: transflectiva usa a luz do sol a favor, sem depender de brilho, e por isso gasta quase nada. Daí saem as duas semanas em modo smartwatch e as 20 horas de GPS.
São 37 gramas, o mais leve da lista. Em treino longo de verão, com o braço suando dentro da pulseira de silicone, cada grama a menos ajuda.
O pacote de treino é honesto. Garmin Coach com planos adaptativos, PacePro para estratégia de ritmo, treinos diários sugeridos e Body Battery. Para quem está montando base e usando a calculadora de pace para entender o próprio ritmo, isso já é mais informação do que dá para aproveitar no primeiro ano.
Onde ele decepciona: falta quase tudo o que a Garmin lançou depois de 2021. Sem touchscreen, sem música, sem Garmin Pay, sem altímetro barométrico, sem status de VFC e sem Training Readiness.
Prós
- Preço mais baixo da lista: a partir de R$ 1.179 em revenda
- 37 g, o mais leve
- Duas semanas de bateria em modo smartwatch
- Tela transflectiva legível sob sol forte sem gastar bateria
- Garmin Coach e PacePro, os mesmos planos dos modelos caros
Contras
- Descontinuado desde maio de 2026, substituído pelo Forerunner 70. O que está na loja é sobra de estoque, sem reposição e com preço que sobe quando o estoque seca
- Tela de 208 x 208 em 1,04 polegada. Dois campos de dado já lotam o visor, e três viram borrão em movimento
- Sem altímetro barométrico. O ganho de elevação vem estimado pelo GPS e erra em subida curta
- Há reclamação registrada de picos de frequência cardíaca chegando a 220 bpm, com a Garmin respondendo que o sensor óptico de pulso tem limitação inerente
Especificações
| Item | Forerunner 55 |
|---|---|
| Tela | MIP transflectiva 1,04" (26,3 mm), 208 x 208, sem touch |
| Peso | 37 g |
| Caixa | 42 x 42 x 11,6 mm |
| Bateria | Até 2 semanas smartwatch / 20 h GPS |
| GNSS | Banda única (GPS, GLONASS, Galileo) |
| Água | 5 ATM |
| Memória | 200 h de dados de atividade |
| Preço | R$ 1.899 na loja oficial, a partir de R$ 1.179 em revenda (setembro de 2026) |
Recomendado para quem está começando, quer o primeiro relógio com GPS e não pretende gastar acima de R$ 1.200.
Evite se você já corre há mais de um ano, porque vai bater no teto de recursos dele em poucos meses e trocar de relógio antes do previsto.
A janela dele está fechando. Se o preço subir muito acima de R$ 1.300 em revenda, vale considerar o Forerunner 165, que sai a partir de R$ 1.999 em revenda com tela AMOLED e altímetro barométrico.
4. Garmin Forerunner 170: melhor da geração 2026

O Forerunner 170 é o sucessor direto do 165 e traz o sensor cardíaco Elevate de quarta geração, o mesmo do Forerunner 965. No preço brasileiro, ele custa de 20% a 37% mais que o 165, chega perto do preço do Forerunner 265 e entrega quase a mesma coisa que o 165.
O hardware é bom. Tela AMOLED de 1,2 polegada com bordas menores, caixa de 43 mm, altímetro barométrico, bússola, giroscópio e sensor de temperatura. Garmin Pay vem nas duas versões, e a versão Music adiciona 4 GB e Wi-Fi para sincronizar playlist sem cabo.
Ele suporta natação em águas abertas e é compatível com medidor de potência de bike, dois itens que o Forerunner 70 não tem. A bateria dá 10 dias em modo smartwatch e 20 horas em GNSS só GPS, com 7,5 horas se você somar música.
A conta é o problema. Nos Estados Unidos o modelo padrão custa US$ 299,99 e o Music US$ 349,99. No Brasil, a versão Music aparece por R$ 3.549 na loja oficial e por R$ 2.399 em revenda, contra R$ 2.599 e R$ 1.999 do Forerunner 165. A diferença fica entre 20% e 37%, e falta menos de R$ 1.000 para chegar no preço do Forerunner 265, que tem multibanda e triatlo. Nos dois casos, você paga mais e recebe o mesmo GPS de banda única do modelo de entrada.
Onde ele decepciona de verdade: não tem modo multiesporte. O relógio não registra transição de triatlo. Em prova, você inicia e encerra natação, bike e corrida na mão, três vezes, com o cronômetro rodando.
Prós
- Sensor cardíaco Elevate de quarta geração, o mesmo do Forerunner 965
- Altímetro barométrico, bússola, giroscópio e sensor de temperatura
- Garmin Pay nas versões padrão e Music
- Natação em águas abertas e compatibilidade com medidor de potência
- Geração 2026, com ciclo de atualização de firmware mais longo pela frente
Contras
- Custa de R$ 400 a R$ 950 a mais que o Forerunner 165, entregando tela igual, altímetro igual e Garmin Pay igual
- Sem modo multiesporte. Não grava T1 nem T2, então o triatleta perde tempo apertando botão
- GPS de banda única, o mesmo do modelo de entrada. Na faixa de preço dele, o 265 entrega multibanda com SatIQ
- Bateria caiu de 11 para 10 dias em modo smartwatch na comparação com o 165 que ele substitui
Especificações
| Item | Forerunner 170 |
|---|---|
| Tela | AMOLED 1,2", 390 x 390, touch + 5 botões |
| Peso | [NÃO VERIFICADO] |
| Caixa | 43 mm |
| Bateria | 10 dias smartwatch / 20 h GPS / 14 h All-Systems / 7,5 h GPS + música |
| GNSS | Banda única |
| Água | 5 ATM |
| Memória | 4 GB (versão Music) |
| Preço | R$ 2.399 a R$ 3.549 na versão Music (setembro de 2026) |
Recomendado para quem quer o ciclo de firmware mais longo possível e pretende usar o mesmo relógio pelos próximos cinco anos.
Evite se o seu orçamento chega perto do Forerunner 265, ou se você faz triatlo, porque a falta de multiesporte inviabiliza o uso em prova.
Se o preço dele cair para perto de R$ 2.600, a recomendação muda. Nos valores de setembro de 2026, não muda.
5. Garmin Forerunner 965: melhor para ultra e prova longa

São 31 horas de GPS e mapa colorido no pulso por R$ 5.799 na loja oficial (a partir de R$ 3.400 em revenda). É o único da lista que atravessa uma ultra de 100 km sem você pensar em carregador.
A tela de 1,4 polegada com 454 x 454 pixels é a maior da lista, com aro de titânio e Gorilla Glass 3. Os 32 GB guardam mapa topográfico e playlist ao mesmo tempo, e a navegação curva a curva funciona sem celular no bolso.
O conjunto de treino é o completo da linha. Potência de corrida direto no pulso, ClimbPro identificando subida antes de você chegar nela, PacePro, Race Predictor, Training Readiness e perfis de triatlo com transição automática. Para quem corre trilha longa ou prova de 100 km, o ClimbPro sozinho já muda a estratégia de esforço.
Aqui aparece de novo a distorção de preço brasileira. O Forerunner 570, lançado em 2025 e mais novo que o 965, tem preço de tabela de R$ 5.599 e não tem mapa. O 965 custa quase o mesmo na loja oficial (R$ 5.799), mas entrega mapa colorido, mais bateria e tela maior, e em revenda costuma sair mais barato do que o 570 custa na loja oficial.
Onde ele decepciona: o peso. São 53 gramas e caixa de 47 mm. Em duas horas de longão o braço sente, e em pulso fino a caixa passa da largura do osso.
Prós
- 31 horas em GNSS só GPS, 19 horas com multibanda ativo
- Mapa colorido integrado com navegação curva a curva e ClimbPro
- 32 GB de armazenamento
- 23 dias em modo smartwatch
- Aro de titânio e Gorilla Glass 3
Contras
- 53 g e caixa de 47 mm. Em longão de duas horas o peso aparece, e em pulso fino a caixa sobra nas laterais
- Sem lanterna, microfone e alto-falante, itens que o Fenix 8 e o Venu 4 trazem em faixa de preço parecida ou pouco acima
- Com multibanda e música juntos, a autonomia cai para 8,5 horas, longe das 31 horas do número de capa
- Você paga por mapa e 32 GB mesmo correndo só no asfalto do bairro, onde nada disso entra em uso
Especificações
| Item | Forerunner 965 |
|---|---|
| Tela | AMOLED 1,4" (35,4 mm), 454 x 454, aro de titânio |
| Peso | 53 g |
| Caixa | 47,2 x 47,2 x 13,2 mm |
| Bateria | 23 dias smartwatch / 31 h GPS / 19 h multibanda / 8,5 h multibanda + música |
| GNSS | Multibanda com SatIQ |
| Água | 5 ATM |
| Memória | 32 GB |
| Preço | R$ 5.799 na loja oficial, a partir de R$ 3.400 em revenda (setembro de 2026) |
Recomendado para quem corre ultra, trilha longa ou maratona atrás de tempo e precisa de mapa e autonomia acima de 20 horas.
Evite se sua prova mais longa é a meia maratona, porque você vai pagar cerca de R$ 1.400 a mais que o 165 em revenda (ou R$ 3.200 a mais nas lojas oficiais) por recurso que não sai da caixa.
Como escolher o melhor Garmin para corrida
A conta que importa é preço por hora de bateria e por precisão de GPS. Ano de lançamento não entra.
A regra da bateria: quantas horas você precisa de verdade
Pegue seu tempo estimado de prova mais longa e multiplique por dois. Esse é o mínimo de autonomia em modo GPS que o relógio precisa entregar.
| Sua prova mais longa | Tempo típico | Autonomia mínima | Modelos que servem |
|---|---|---|---|
| 10 km | 50 min a 1h15 | 3 h | Todos |
| Meia maratona | 1h45 a 2h40 | 6 h | Todos |
| Maratona | 3h30 a 5h30 | 11 h | Todos |
| Ultra de 50 km | 5 h a 8 h | 16 h | 165, 265, 965 |
| Ultra de 100 km | 12 h a 20 h | 40 h | Nenhum em multibanda. Só o 965 em GPS puro, com 31 h |
O número de capa engana. Um Forerunner 265 anuncia 20 horas, e entrega 6 se você ligar multibanda e música ao mesmo tempo. Antes de comprar, olhe a linha do modo que você realmente vai usar.
Multibanda vale para você?
Multibanda vale se você corre entre prédios altos, sob viaduto ou em trilha com mata fechada. Em parque aberto, pista de atletismo ou rua de bairro, o GPS de banda única fecha o traçado com a mesma confiança e gasta metade da bateria.
O teste é simples: abra a última corrida que você fez no aplicativo e olhe o traçado sobre o mapa. Se a linha entra dentro dos prédios ou corta o quarteirão, multibanda resolve. Se ela acompanha a calçada, você não precisa pagar por isso.
O ano de lançamento engana no Brasil
Esta é a parte que quase nenhuma lista conta. A linha Forerunner ganhou dois modelos novos em 15 de maio de 2026, o Forerunner 70 e o Forerunner 170, sucessores do 55 e do 165. No mercado americano os preços fazem sentido. No Brasil, não.
| Modelo | Geração | Preço no Brasil | Multibanda | Música | Altímetro |
|---|---|---|---|---|---|
| Forerunner 55 | 2021 | R$ 1.179 a R$ 1.899 | Não | Não | Não |
| Forerunner 165 | 2024 | R$ 1.999 a R$ 2.599 | Não | Sim (Music) | Sim |
| Forerunner 170 Music | 2026 | R$ 2.399 a R$ 3.549 | Não | Sim | Sim |
| Forerunner 265 Music | 2023 | R$ 2.749 a R$ 4.499 | Sim | Sim | Sim |
| Forerunner 965 | 2023 | R$ 3.400 a R$ 5.799 | Sim | Sim | Sim |
| Forerunner 570 | 2025 | R$ 2.957 a R$ 5.599 | Sim | Sim | Sim |
O modelo mais novo da tabela é o que menos entrega por real. O Forerunner 170 Music custa US$ 349,99 nos Estados Unidos, algo perto de R$ 1.720 em conversão direta, e chega aqui perto do preço do 265, que tem multibanda e triatlo.
A leitura prática: no Brasil, o melhor negócio da linha Forerunner costuma estar na geração anterior, seis a doze meses depois do lançamento do substituto, quando o estoque antigo entra em liquidação. Vale o mesmo raciocínio que aparece nos relógios de corrida com bom custo-benefício de outras marcas.
Calor, suor e frequência cardíaca: quando o número no pulso mente
O sensor óptico erra mais quando você sua muito, e no verão brasileiro isso é regra. A própria Garmin responde por escrito que a tecnologia de frequência cardíaca de pulso tem limitações inerentes que produzem leitura imprecisa em determinadas circunstâncias.
O sensor funciona jogando luz verde na pele e lendo o que volta. Suor cria um filme entre o sensor e a pele. Pulseira folgada deixa entrar luz de fora. Braço balançando move o sensor de posição a cada passada. Junte os três num treino de tiro às seis da tarde em janeiro e você tem o cenário em que o número no pulso deixa de significar alguma coisa.
Como identificar que está errado:
- A frequência trava num valor e fica lá por minutos, mesmo você mudando de ritmo
- Aparecem picos acima de 200 bpm em tiro, sem sensação correspondente
- A frequência sobe no aquecimento e cai quando você acelera, o inverso do esperado
- O número demora de dois a três minutos para acompanhar uma mudança de pace
O que reduz o erro:
- Suba a pulseira um dedo acima do osso do pulso e aperte um furo a mais durante o treino
- Seque o sensor e o pulso antes de sair, e limpe o vidro do sensor uma vez por semana
- Use cinta cardíaca em treino de tiro e em prova. A cinta lê o sinal elétrico do coração e não sofre com suor
- No calor, hidrate antes de sair, porque desidratação eleva a frequência de verdade e você pode culpar o relógio por um dado correto
Se você treina por zonas de frequência cardíaca, essa diferença decide o treino inteiro. Um erro de 15 bpm coloca você na zona 4 achando que está na zona 3. Vale ler junto o material sobre hidratação na corrida, porque calor e falta de água mexem no mesmo número.
Loja oficial ou revenda: onde a garantia some
Comprar em revenda não autorizada ou trazer de fora economiza até R$ 1.150 num Forerunner 170 Music, e deixa você sem garantia no Brasil.
A distribuidora oficial da Garmin no país responde publicamente que atende em garantia apenas produto adquirido nela ou em revenda autorizada. Produto comprado no exterior ou em vendedor fora da rede oficial recebe a orientação de procurar a loja de origem ou a Garmin internacional. Existem casos registrados de corredor com relógio novo apresentando defeito de tela e ficando sem cobertura por esse motivo.
Isso não torna a revenda uma má compra automática. Torna uma decisão com número dos dois lados.
O Forerunner 170 Music custa R$ 3.549 na loja oficial e R$ 2.399 em revenda. A diferença é de R$ 1.150. Se o relógio estragar fora da garantia, o conserto ou a substituição vão custar bem mais que isso. Se ele não estragar, você economizou o preço de um bom par de tênis.
O que pesa nessa conta:
- Firmware pode quebrar o relógio que você já pagou. Em janeiro de 2026, a versão 27.09 deixou parte dos Forerunner 165 sem leitura de frequência cardíaca, reiniciando durante o treino e sem medir sono, VFC e cadência. Quando o problema é de software e a fabricante demora a corrigir, você depende de suporte
- Relógio de corrida vive em contato com suor, e suor acelera falha de sensor e de botão
- Quanto mais caro o modelo, pior a conta de comprar sem garantia
Uma régua prática: até R$ 2.600, o risco da revenda costuma compensar. Acima disso, o desconto precisa passar de 25% para compensar ficar sem cobertura.
Dúvidas frequentes sobre qual Garmin comprar
Qual o melhor Garmin para corrida para iniciante?
O Forerunner 165, por R$ 2.599 na loja oficial (a partir de R$ 1.999 em revenda). Ele entrega tela AMOLED, 19 horas de GPS, altímetro barométrico e planos de treino adaptativos, e nenhum desses recursos vira obstáculo para quem está começando. Se o orçamento for menor, o Forerunner 55 sai a partir de R$ 1.179 em revenda e cobre o essencial, com a ressalva de estar saindo de linha e de ter tela bem mais simples.
Vale mais a pena o Forerunner 170 ou o 165?
O 165, na diferença de preço praticada no Brasil. O Forerunner 170 é o modelo mais novo e traz sensor cardíaco de quarta geração, mas custa de R$ 400 a R$ 950 a mais e mantém o mesmo GPS de banda única, a mesma tela e o mesmo altímetro. Se o 170 cair para perto de R$ 2.600, a resposta muda.
O Garmin Forerunner 165 tem GPS multibanda?
Não. O Forerunner 165 usa GPS de banda única, com suporte a GPS, GLONASS e Galileo. Multibanda com SatIQ começa no Forerunner 265. Alguns sites brasileiros publicam a informação errada sobre esse modelo. Na prática, o GPS de banda única fecha o traçado bem em parque, pista e rua de bairro, e erra mais em avenida entre prédios altos e embaixo de viaduto.
Quanto tempo de bateria um Garmin precisa ter para maratona?
Pelo menos 11 horas em modo GPS, o dobro de uma maratona de 5h30. Todos os modelos da linha Forerunner atendem isso com folga: o Forerunner 55 dá 20 horas, o 165 dá 19 horas e o 965 chega a 31 horas. O cuidado é com música e multibanda ligados juntos, que derrubam a autonomia do 265 para 6 horas.
O Garmin Pay funciona no Brasil?
Funciona, com restrição. O pagamento por aproximação está disponível nos modelos com NFC, mas só opera com bancos e bandeiras que aderiram ao programa, e a lista brasileira é curta. Antes de escolher um relógio por causa desse recurso, confira se o seu banco está na lista atualizada no site da Garmin. Se não estiver, o recurso fica inutilizado.
O Forerunner 55 ainda vale a pena em 2026?
Vale enquanto o preço ficar abaixo de R$ 1.300 em revenda. Ele foi substituído pelo Forerunner 70 em maio de 2026, então o que está nas lojas é sobra de estoque, e o preço tende a subir conforme o estoque seca. Se o preço se aproximar do Forerunner 165, que sai a partir de R$ 1.999 em revenda com tela AMOLED, altímetro barométrico e Garmin Pay, vale considerar a troca.
Preciso de cinta cardíaca junto com o Garmin?
Precisa se você treina por zonas de frequência cardíaca, faz tiro ou corre em calor forte. O sensor óptico de pulso erra com suor, pulseira folgada e braço em movimento, e a própria Garmin reconhece essa limitação. Para rodagem leve e monitoramento diário, o sensor do relógio resolve. Para treino intenso e prova, a cinta entrega leitura muito mais estável.
Fontes consultadas nesta comparação
- Especificações oficiais do Forerunner 165 (Garmin)
- Lançamento do Forerunner 70 e do Forerunner 170 (Garmin Newsroom, maio de 2026)
- Como funciona a garantia dos produtos Garmin no Brasil (Garmin Brasil)
- Limitações do sensor óptico de frequência cardíaca de pulso (Garmin Support)
- Relatos de falha na leitura de frequência cardíaca após a atualização 27.09 (Garmin Forums, janeiro de 2026)






